quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Solidão


Minh’alma chora, grita, esperneia.
Suspiros profundos entrecortados.
Com soluço.
Como pode, Solidão?
Odeio você!

As horas se arrastam os pensamentos voam
E surgem os versos
Para compor este poema.
Seco, sincero, triste.

Como pode?
Dentro, um amor incessante.
Uma chama ardente.
Fora, olhar penetrante
No nada.

Como pode, solidão?
Odeio você!

sábado, 4 de agosto de 2012

Sem medidas


Me amas quanto? Qual é a medida
Que serve para definir?
(Se achares que medida pode existir
Não é amor.)

Amo-te mais que as gotas do oceano.
Além do número de estrelas no céu.
Sou teu todos os dias dos anos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Com rima ou sem rima, no rumo

E as coisas vão tomando rumo certo
na incerteza do que se vê, mesmo de perto.
Aperta o peito e a vontade vem... e passa.
A saudade fica, sem chance de ser morta.
E vamos no rumo, rimando ou não.

domingo, 8 de julho de 2012

Coerência incoerente


 Sempre que Satisfação define-me
o Cansaço completa a briga interna
contra maré inquieta que me habita.
Brincar de cabo de guerra consigo
certa de que ou se ganha ou  ganha.
Otimismo que agonia.

Contraditório como sempre, flui
o sentimento, que quebra-cabeça!
Mais forte é o coração que me leva
ao lar, doce lar, depois de re-pousar.
Sinto muito!  Me sinto, escrevo.
Na companhia de mim mesma. 


 Quadro de Franz Mark: Formas em combate, 1914.

domingo, 1 de julho de 2012

Vê, veja você!


 
Olhar feliz.
Sorriso forte.
Autenticidade,
com ela aprendi.
Maturidade,
Que deixou saudade
Do abraço que ri.
Vê, veja você!

 
 



domingo, 24 de junho de 2012

Quanto custa um sorriso?


Esboçar movimento muscular.
Uma maneira simples de Expressar
um sentimento bom. Hô, trem bão:
sorrir! 

Não é trabalhoso. Simples assim.
Porque não? Porque sim?
Exige esforço? Claro que não,
Mas caro é sim. De graça não é.

Motivos devem existir.
Eles caem do Céu?
Às vezes, não. Às vezes, sim.
Mas à toa, não. Por mérito, sim.

Não é fácil não... sorrir. 
Sorrir de verdade, 
de felicidade. Com todo o corpo.
É preciso esforço:

Correr, correr, correr
em busca de uma razão para sentir.
Esperar? Atenção: No pain, no gain.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Primeiro e último.



Sentir, é para os fortes.
Borboletas... no estômago?
Não. No coração.
Exultante, disparado, ansioso
por  ver-te novamente,
sentir-te como antes,
meu eterno primeiro Amor.
Quanta saudade!