domingo, 8 de julho de 2012

Coerência incoerente


 Sempre que Satisfação define-me
o Cansaço completa a briga interna
contra maré inquieta que me habita.
Brincar de cabo de guerra consigo
certa de que ou se ganha ou  ganha.
Otimismo que agonia.

Contraditório como sempre, flui
o sentimento, que quebra-cabeça!
Mais forte é o coração que me leva
ao lar, doce lar, depois de re-pousar.
Sinto muito!  Me sinto, escrevo.
Na companhia de mim mesma. 


 Quadro de Franz Mark: Formas em combate, 1914.

domingo, 1 de julho de 2012

Vê, veja você!


 
Olhar feliz.
Sorriso forte.
Autenticidade,
com ela aprendi.
Maturidade,
Que deixou saudade
Do abraço que ri.
Vê, veja você!

 
 



domingo, 24 de junho de 2012

Quanto custa um sorriso?


Esboçar movimento muscular.
Uma maneira simples de Expressar
um sentimento bom. Hô, trem bão:
sorrir! 

Não é trabalhoso. Simples assim.
Porque não? Porque sim?
Exige esforço? Claro que não,
Mas caro é sim. De graça não é.

Motivos devem existir.
Eles caem do Céu?
Às vezes, não. Às vezes, sim.
Mas à toa, não. Por mérito, sim.

Não é fácil não... sorrir. 
Sorrir de verdade, 
de felicidade. Com todo o corpo.
É preciso esforço:

Correr, correr, correr
em busca de uma razão para sentir.
Esperar? Atenção: No pain, no gain.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Primeiro e último.



Sentir, é para os fortes.
Borboletas... no estômago?
Não. No coração.
Exultante, disparado, ansioso
por  ver-te novamente,
sentir-te como antes,
meu eterno primeiro Amor.
Quanta saudade!

domingo, 3 de junho de 2012

Silenciosamente


O silêncio. Ah! O silêncio.
Olhos que se beijam,
Mãos se entreolham.
Narizes que se tocam.
Pessoas que se gostam,
desgostam, regostam.
Demasiadamente.
Provam com lábios,
Narinas, mãos, olhos.
E os ouvidos? Para quê?
Ah! O silêncio!

Bandido professor de Língua Portuguesa

Início da faculdade, deslumbrada com o novo horizonte, como continuo até hoje.
Trabalho em equipe de introdução à computação. Foi divertido.
 

Caleidoscópio de sentimentos


Sinto Muito!
E sinto tanto.
E engulo tudo.
E escancaro a angústia
de não saber des-cobrir
esse tanto, esse muito,
que tanto e muito muda.
A ponto de emudecer-me.